As chuvas de verão pedem capas com estilo, cores fortes e tecidos inteligentes
Especialmente nas grandes cidades, quem tem carro não tem o hábito de andar ou pedalar e, por isso, não sente a urgência de se proteger sem perder o estilo. Com a pouca demanda, a oferta de botas e capas fashion costumava ser muito menor aqui do que no Hemisfério Norte. Mas isso está mudando. As capas são as estrelas do momento. Com ou sem capuz, chegam com golas dramáticas, ombros fortes, cintos elaborados e mangas bufantes. Além de uma ampla cartela de cores, materiais e tecidos inteligentes, que são impermeáveis, secam rápido e não abafam. No Brasil, há desde as mais moderninhas – coloridas e transparentes – até as mais clássicas. Nesse quesito, o ícone é o trench-coat da grife inglesa Burberry, nas versões feminina e masculina. A capa de chuva, inclusive, foi criada por Thomas Burberry, que inventou o tecido impermeável de gabardina em 1880. A grife começou a usar a novidade no trenchcoat em 1901. Na época, a peça substituiu os casacões pesados de sarja, usados por soldados britânicos e franceses na Primeira Guerra, virou moda e foi imortalizada pelo ator Humphrey Bogart no filme “Casablanca” (1942). Há pelo menos dois anos, as galochas pesadonas ganharam um toque feminino e são vendidas em lojas de departamento. O destaque fica para as parcerias entre artistas e marcas de tradição na fabricação da bota plástica. Também estão à venda no País modelos Chanel e Burberry, grifes que ajudaram a tornar o produto febre até mesmo entre as mais abastadas. Essas mesmas grifes têm investido em guarda-chuvas de assinatura – e inspiram versões no comércio popular da rua 25 de Março, em São Paulo, e no Saara, no Rio de Janeiro.
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