Alguém ainda dúvida do poder de venda na internet?
O e-commerce da Moda
Para facilitar ainda mais o consumo, o e-commerce, também chamado consumo online, cresce anualmente no Brasil e no mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, o varejo online faturou em 2006 U$ 100 bilhões - uma alta de 24%. O Brasil também encerrou o ano passado com alta superando a expectativa do setor e com crescimento no número dos consumidores virtuais.
Segundo acompanhamento da e-bit (consultoria especializada em compras online) no comércio eletrônico brasileiro, após o término do ano o número registrado no balanço para o faturamento do setor foi R$ 4,4 bilhões, o que significa que ficou R$ 100 milhões acima do esperado. A previsão para 2007 é de um faturamento de R$ 6,4 bilhões, o que representa um crescimento calculado em 76% quando comparado ao ano de 2005.
Os produtos mais vendidos ainda são títulos de CD, DVD, eletrônicos, livros, revistas e jornais, mas o mercado de viagens e carros também tem se expandido.
O setor mostrou um desenvolvimento significativo e constante tanto no que diz respeito ao faturamento quanto à quantidade de e-consumidores - somente esse ano aumentou 46% em relação a 2005, atingindo 7 milhões de adeptos às compras virtuais. E ainda há muito para crescer... O Brasil tem quase 16 milhões de pessoas com acesso à internet, contingente que deixa o país como o 11º do mundo em quantidade de usuários da rede, segundo uma pesquisa global divulgada pela consultora comScore Networks.
No Brasil, os e-consumidores ainda não possuem a cultura de compra de roupas pela internet. Um dos principais motivos da objeção é a não existência de uma padronagem no tamanho das roupas, o que gera dúvidas do tipo “será que vai servir?” ou “como vou trocar?”. Mas isso pode mudar com a padronização das medidas das roupas no ano que vem. A Abravest (Associação Brasileira do Vestuário) realizou em fevereiro deste ano uma palestra de orientação sobre a norma ABNT 13.377 que tornará obrigatória a padronização nas medidas das roupas a partir de 2008. Há anos a entidade luta para criar um padrão no tamanho do vestuário brasileiro, como já acontece nos países mais desenvolvidos.
A internet é mais um canal para os grandes, médios e pequenos lojistas, através de seus sites e blogs, criarem mais um meio de comunicação com o consumidor, onde podem expor, vender e trocar informações sobre os produtos. O meio possibilita a utilização de diversos recursos de interação com o cliente, tornando-se um palco virtual, uma vitrine para a clientela local e para todo o mundo.
* Saiba mais:
Para que haja essa padronização, foi criada a norma da ABNT (NBR 13.377) que já está em vigor, mas é seguida somente por parte dos fabricantes de roupas, por não ser obrigatória até 31 de dezembro deste ano. A grande maioria dos confeccionistas não obedece nenhuma norma, causando problemas aos consumidores que encontram os tamanhos P, M, G e GG em medidas totalmente diferentes. “O consumidor perde muito tempo na experimentação das roupas, sem falar nas peças que se compra sem o direito de troca, como peças íntimas, por exemplo, além das dificuldades administrativas, fiscais e tributárias enfrentas pelos empresários na hora da troca”, explica Roberto Chadad, presidente da Abravest.
Normatização
Os empresários do setor têxtil/vestuário que quiserem obter mais informações para a adaptação à norma ou inscrições gratuitas para participação nos grupos setoriais devem entrar em contato com a Abravest pelos telefones (11) 6909-1075 ou (11) 6909-1064.