Dentro de nós.
Desde muito cedos nos educaram para sermos vencedores e para os grandes feitos. Nos transmitiram fortemente a idéia de que seriamos mais amados a medida que fossemos bem sucedidos. O sucesso era determinado por padrões externos e nós crescemos dependendo da aprovação dos outros, dos desejos dos outros e do condicionamento que a sociedade nos impõem. Procuramos desesperadamente corresponder ao que esperavam de nós. Quais eram os pais que valorizavam um filho tristonho, deprimido ou com más notas no boletim?
Como é que nos ensinaram a lidar com nossas crises e fracassos? Tudo sempre foi rotulado: bom, ruim, certo, errado, feio, bonito, normal e anormal. Hoje sabemos que nada funciona nestes moldes. Raramente alguém nos diz que uma crise é um momento importante para nos conhecermos melhor e promovermos a mudança necessária à nossa auto-realização. Que a crise, o sofrimento e a depressão trazem lições necessárias para o nosso crescimento interior.
Toda vez que entramos em uma crise, a pergunta que devemos nos fazer é : "Qual a lição que isso me traz?" Qual a lição que pode ser aprendida nestas situações que nos fazem tão mal? A primeira lição é perceber que as dificuldades da vida, por mais difíceis que pareçam, são sempre educativas. Quando você estiver em um destes momentos complicados, a melhor tática é abrir mão do controle. Isso não significa desistir, nem admitir a derrota. Abrir mão é outra coisa, abrir mão é não lutar contra o que está acontecendo. Significa a, apenas, sentar-se, calar-se, e ouvir! Fique quieta até sua mente clarear e você entender bem onde está, como chegou neste ponto e, mais importante, como sair desta situação sem brigar, a briga nesta hora leva ao desespero e ele não nos leva a lugar nenhum, apenas piora qualquer situação.
O mundo em geral nos ensina que evoluir consiste em acumular conhecimentos, ter sucesso profissional e status. Mas onde está o verdadeiro sentido da vida? Está em conhecermos a nós mesmos. Está em fazer o que realmente almejamos para nós e não o que o mundo nos pede, e acredite: nós sempre sabemos exatamente o que fazer...
Texto: Josi Puchalski
Acadêmica de psicologia - josipuchalski@hotmail.com
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